sexualidade e emoções

DOENCA DE PEYRONIE E A SEXUALIDADE MASCULINA PDF Imprimir E-mail
Ter, 28 de Junho de 2016 01:26

Caracteriza-se pela presença de placas na túnica albugínea, comprometendo a elasticidade do corpo cavernoso neste local, promovendo dor e curvatura do pênis quando em ereção, dificultando a penetração nas relações sexuais.

Foi descrita por François Gigot de La Peyronie em 1743.

O pênis é um órgão do tecido vascular. Em sua parte interna existem dois corpos cavernosos e um corpo esponjoso, em cuja extremidade está a glande. Essas estruturas são envolvidas por uma membrana elástica, a túnica albugínea, que se distende durante a ereção.

Qualquer distúrbio que comprometa a expansão da túnica albugínea pode interferir na ereção peniana.

Sua principal característica é a formação de uma placa de fibrose que pode provocar distorções na forma e inclinação do pênis, comprometendo a função sexual.

Essas alterações se manifestam principalmente após os 50 anos, mas pode acometer os jovens também.

Não estão bem definidas as causas da doença, mas pequenos traumatismos ocorridos durante a relação sexual podem resultar em cicatrizes que interferem na ereção.

Estudos estão mostrando que existe uma associação dessas enfermidades com doenças reumáticas, diabetes e no uso de betabloqueadores para controlar a hipertensão arterial.

 

Sintomas

Presença de nódulo palpável ou não, associado a dor e a curvatura do pênis durante a ereção.

Essa curvatura faz com que o pênis se posicione para baixo, para cima ou para o lado.

 

Diagnóstico

Basicamente clínico e, quanto antes seja realizado, melhor será o resultado do tratamento.

 

Tratamento

Pode ser clínico ou cirúrgico.

A cirurgia justifica-se nos casos mais avançados com comprometimento na função sexual. Nos casos iniciais ou intermediários o tratamento clínico é o mais indicado.

Em 20% dos casos as placas desaparecem espontaneamente sem ajuda de medicamentos.

Muitos pacientes diante das insatisfações relacionadas ao desempenho sexual, desenvolvem problemas emocionais, que na maioria dos casos necessitam de acompanhamento terapêutico.

A terapia sexual poderá trabalhar mais adequadamente os conflitos e a ansiedade que repercutem negativamente na autoestima do homem, refletindo também na relação conjugal.

O trabalho multidisciplinar é sempre o mais indicado para homens com esta patologia, objetivando o tratamento mais adequado e satisfatório das questões físicas e emocionais.

O urologista sensível aos aspectos emocionais do cliente, reconhece e indica o tratamento terapêutico para o paciente.

Uma terapia breve, direcionada para as reações emocionais de insatisfação e angústia do paciente com o diagnóstico de Peyronie.

 

Semiramis Prado

 

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