sexualidade e emoções

SEXO ANAL - Percepções masculinas e femininas PDF Imprimir E-mail
Ter, 08 de Maio de 2012 03:22

O sexo anal como prática se caracteriza pela introdução do pênis no interior do ânus do(a) parceiro(a) sexual, seja ele(a) homo ou heterossexual, e é mais uma forma de se obter prazer (Celso Marzano – Terapeuta Sexual).

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Muitos casais enfrentam problema por causa do sexo anal. Não conseguem discutir o assunto ou se sentem reprimidos pelo (a) parceiro (a) que insiste em praticá-lo. Muitas vezes o resultado dessa situação é a falta de harmonia da dupla e a insatisfação de um dos dois lados. A falta de conhecimento sobre o assunto leva a muitos pensamentos distorcidos.

 

O medo da dor é o que mais distancia homens e mulheres desta prática.

A maioria das pessoas praticantes desta relação não sente dor alguma. Quando existe a dor, significa que algo está inadequado naquele momento.

O ânus é uma região muito inervada e sensível.

Diante da possibilidade de penetração anal com o dedo, objeto ou pênis, acontece um espasmo (contração) dos músculos locais como se fosse uma defesa. Será necessário trabalhar o relaxamento desta musculatura. A cumplicidade e afinidade são fundamentais para que a penetração seja prazerosa.

É importante o uso da camisinha e de gel lubrificante, pois as doenças sexualmente transmissíveis ocorrem principalmente entre parceiros que não fazem o uso de preservativos.

O uso do preservativo também é importante para se evitar contrair doenças pelas fezes.

A anatomia do ânus tem características específicas que se difere da vagina.

O ânus não é tão elástico como a vagina e nem produz uma lubrificação natural.

Em relação à mulher, em primeiro lugar, ela precisa estar a fim de experimentar, estar curiosa, pois tudo isso ajuda até mesmo a relaxar mentalmente o medo da prática do sexo anal, principalmente em relação à dor.

Nada de fazer para agradar o parceiro, pois o sexo é um aprendizado e respeito um para com o outro na relação.

A primeira vez pode ser estranha, por ser algo novo, e o novo sempre vem junto com a insegurança e ansiedade. Caso você que já praticou sexo anal algumas vezes e não se sentiu bem no momento, é importante que o parceiro possa ter conhecimento dos seus sentimentos, pois caso isso não ocorra ele vai perceber seu desconforto e ao mesmo tempo você continuará se frustrando a cada relação e consequentemente a perda do interesse sexual, por estar sempre associando o sexo a sentimentos desagradáveis e dolorosos.

É importante saber que a primeira penetração do ânus dói, a segunda também, mas já se consegue variar muito a capacidade de relaxamento da pessoa, que progressivamente com as técnicas mais adequadas poderão facilitar a cada nova experiência.

Para a realização do sexo anal é preciso o uso da camisinha de boa qualidade.

O lubrificante deve ser à base de água, como o exemplo do KY gel, é indispensável para facilitar a penetração.

Existem alguns brinquedos que podem ser comprados em lojas especializadas com dimensões menores que a do pênis, que facilitam as primeiras experiências com o sexo anal.

Uma boa ducha antes da prática anal é sempre importante, como também estar com os intestinos limpos, ou seja, com suas funções intestinais regulares e ter evacuado antes da atividade sexual. Muitas mulheres se preocupam no que seus parceiros vão encontrar por lá e ficam inibidas.

O uso dos dedos serve como uma pré-penetração, pode-se colocar um dedo e ficar acostumando o ânus com movimentos de vai e vem levemente, como também tirar o dedo e colocá-lo outra vez suavemente.

Use e abuse das preliminares.

As posições sexuais para esta prática dependem das preferências de cada casal. Procure sempre as posições mais confortáveis e agradáveis, pois só com o tempo as variações de posições sexuais poderão ser mais diversificadas.

É de fundamental importância usar as técnicas de penetração anal de forma adequada, pois não sendo respeitado o tamanho e a largura dos objetos de prazer escolhidos, poderão causar hemorroidas, fissuras por traumatismo local.

Começar as primeiras penetrações utilizando brinquedos eróticos pequenos e finos são de fundamental importância para uma melhor adaptação e descontração. Os dedos podem ser usados nestas primeiras experiências com o uso de lubrificantes.

Caso ocorra a saída de fezes, não é necessário ficar constrangido (a), isso pode acontecer, como também o cheiro característico durante a relação.

Para experimentar esta prática o diálogo entre o casal é extremamente importante, respeitando os limites do outro para que possa ser vivenciado de forma tranquila e prazerosa.

Compreender o receio e os medos do parceiro (a) é essencial, e sempre ouvir com atenção e carinho as dúvidas e nunca tentar forçar ou impor suas razões e interesses.

Existem mulheres que sentem mais prazer no sexo anal que no vaginal, e por outro lado, existem mulheres que não conseguem se adaptar a esta prática e precisam ser respeitadas em suas opções e decisões.

Nos homens heterossexuais o interesse pela prática de do sexo anal com suas parceiras está presente na sua grande maioria, mesmo nos homens em que suas parceiras não permitem esta prática. Muitos homens se adaptam satisfatoriamente à negação da sua parceira em relação ao sexo anal, e mesmo assim continuam vivenciando satisfatoriamente sua sexualidade. Outros não conseguem se adaptar a esta frustração e consequentemente as cobranças e os conflitos conjugais podem ocorrer nesses casos, dificultando a qualidade de vida sexual do casal. Nesses casos se o casal não procurar uma ajuda profissional especializada, como uma terapia de casal ou terapia sexual, poderão ocorrer problemas mais agravantes no relacionamento conjugal e consequentemente, como em alguns casos, o fim do relacionamento.

Nos casais homossexuais masculinos esta prática é muito comum e iniciada com menos medos e rejeições na maioria dos casos, principalmente pelo interesse de ambos os parceiros de vivenciar esta prática.

Existem casais homossexuais masculinos em que um dos parceiros prefere ser sempre o ativo e o outro sempre passivo.

Já atendi no consultório, homens que sempre foram passivos desde o início de sua vida sexual, e no momento em que encontram um novo parceiro que também gostaria de ao mesmo tempo ser ativo e passivo na relação sexual, estes homens não conseguem manter a ereção, desenvolvendo um quadro disfunção erétil e diante dessa nova realidade, sentindo-se frustrados e inseguros, procuram a ajuda de um terapeuta sexual, a fim de superar suas dificuldades na relação sexual.

A terapia sexual é sempre a melhor decisão para a superação das disfunções sexuais.

Não somos iguais, cada pessoa tem suas preferências sexuais, seus desejos e suas fantasias.

Olhar o outro com respeito e carinho é a essência de uma relação conjugal e sexual satisfatória.

Orientações finais – procure um médico, caso sinta a necessidade de mais orientações, que podem ser esclarecidas por um urologista, ginecologista ou proctologista.

Diante de conflitos conjugais relacionados à sexualidade, procurar a orientação de um terapeuta sexual.

SEMÍRAMIS PRADO

 

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