sexualidade e emoções

Inibição do Desejo Sexual

 

Segundo LoPiccolo em suas teorias vários fatores influenciam a diminuição do desejo sexual.

Fatores como os psicológicos, fisiológicos, sociológicos, de aprendizagem-condicionamento, hormonais e endócrinos.

O desejo sexual é altamente alusivo ao passado (Maria do Carmo A. Silva).

As pessoas aprendem a inibir seus desejos de acordo com sua trajetória de vida, vivências positivas desencadeiam sentimentos e realizações mais satisfatórias na sexualidade.

A procura da terapia sexual por casais na sua grande maioria dos casos é por uma inadequação sexual do casal.

Na inadequação sexual do casal, um deles sente-se incomodado com a falta de interesse sexual do outro, gerando em muitos casos conflitos no relacionamento conjugal.

A insistência do(a) parceiro(a), o medo de perder o(a) parceiro(a), o próprio constrangimento de se sentir inadequado sexualmente é a motivação na busca de um tratamento.

O medo e a ansiedade são fatores predominantes no desenvolvimento desta disfunção, causando um forte bloqueio psicológico na vida das pessoas.

A ansiedade dificulta a lubrificação nas mulheres, e a ereção nos homens.

A inibição do desejo sexual pode levar a outras disfunções sexuais como o vaginismo (na mulher) e a dificuldade de ereção (no homem).

O(a) parceiro(a) de uma pessoa com inibição do desejo sente-se rejeitado e consequentemente reflete no seu estado emocional, principalmente na sua auto-estima.

Classificação

  • Inibição do Desejo Sexual Primária – desde o início da vida sexual;
  • Inibição do Desejo Sexual Secundária – instala-se após um período de normalidade;
  • Inibição do Desejo Sexual Situacional – em determinadas situações.

Etiologia

Vários fatores podem influenciar na inibição do desejo sexual, tais como os aspectos sociais e religiosos.

É importante que o paciente que chega ao consultório para iniciar uma terapia sexual, já tenha sido encaminhado e avaliado por um médico para que seja descartada qualquer possibilidade de causas orgânicas.

Alguns fatores orgânicos necessitam ser investigados para que no momento que o terapeuta inicie a terapia, sinta-se seguro de que os fatores que estão influenciando na inibição do desejo do paciente são, exclusivamente, por questões psicológicas.

Causas Orgânicas

  • Hipotireoidismo ou hipertireoidismo;
  • Anomalias genéticas ou congênitas;
  • Drogas (tranquilizantes e/ou antidepressivos);
  • Problemas hormonais;
  • Doenças consumitivas.

Causas Psicológicas

  • Fatores educacionais;
  • Traumas;
  • Fobias;
  • Religião;
  • Conflitos conjugais;
  • Problemas emocionais (depressão, ansiedade e outros).

Tratamento

Neste caso, como em qualquer disfunção sexual de origem psicológica, é importante a terapia sexual.

Primeiramente será realizada uma entrevista (anamnese) minuciosa, objetivando conhecer e trabalhar posteriormente nas sessões psicoterápicas às questões emocionais que estão impulsionando a inibição da sexualidade do cliente.

Trabalhar terapeuticamente os conflitos emocionais, concomitantemente com as técnicas sexuais que o cliente vai realizar na privacidade do seu lar, é de grande importância para o sucesso da terapia.

A participação do(a) parceiro(a) é de fundamental importância, a fim de se trabalhar  os aspectos sexuais como também o relacionamento conjugal.

A frequência das relações sexuais é diferente de pessoa para pessoa, de casal para casal. É importante trabalhar a inibição do desejo sexual, não apenas pelo ângulo da quantidade de vezes que o cliente tem interesse em ter uma relação sexual, mas principalmente, como este casal percebe e vivencia a sexualidade num olhar mais profundo no conhecimento e na expressão mais prazerosa.

A liberdade de viver as fantasias sexuais depende da história de cada um.

Trabalhar nos casais as possibilidades de viver suas fantasias, mas sempre respeitando os limites do outro.

Algumas técnicas são orientadas nas sessões de terapia, para despertar no cliente novas possibilidades de conhecer seus interesses sexuais e de sentir-se livre em mergulhar no seu próprio imaginário erótico.

Semiramis Prado

 

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