sexualidade e emoções

Ejaculação Involuntária (Ejaculação Precoce)

 

Superando a dificuldade através do reaprendizado.

A ejaculação involuntária situa-se entre as disfunções sexuais masculinas de maior incidência nos consultórios de terapia sexual. É uma disfunção da resposta sexual masculina que ocorre no orgasmo. O indivíduo com ejaculação involuntária tem incapacidade de conter a ejaculação pelo tempo que desejar. (Oswaldo Rodrigues Jr., 1995).

Geralmente se inicia nas primeiras relações sexuais dos homens. Segundo Kaplan (1983), essa disfunção apresenta-se nas seguintes formas.

  • Ejaculação Precoce Primária – é a incapacidade do controle ejaculatório desde as primeiras relações sexuais;
  • Ejaculação Precoce Secundária – ocorre após um período sexual normal;
  • Ejaculação Precoce Situacional – em determinadas situações.

O adolescente nas suas atividades masturbatórias, por ausência de orientações sexuais adequadas e temendo ser percebido pelos familiares não se preocupa em prolongar o tempo da ereção, desta forma, quanto mais rápido atingir o orgasmo melhor.

Em alguns casos se desenvolvem na vida adulta, após um período de normalidade, geralmente relacionados ao estresse, tensão, ansiedade, problemas no relacionamento conjugal.

Muitos homens passaram a vida inteira ejaculando precocemente, sem nunca ter percebido a frustração de suas companheiras. Existia uma crença antiga que ser rápido é ser eficaz na cama. A repressão sexual vivida pelas mulheres contribuiu para esta realidade. Atualmente as mulheres vivenciam com mais liberdade e autonomia sua sexualidade, expressando objetivamente suas insatisfações diante do desempenho masculino.

É bastante difícil para um homem lidar com o fato de uma mulher queixar-se de seu desempenho sexual.

Ao contrário da ereção que é comandada por mecanismos, reflexos que não depende do controle voluntário, o reflexo ejaculatório pode ser contido voluntariamente pelos homens, pois é um mecanismo comandado pela divisão simpática do sistema nervoso autônomo. (Moacir Costa, 2001).

Tratamento

O tratamento medicamentoso como os antidepressivos são recomendados por muitos médicos urologistas no controle ejaculatório, mas também não são adequados, pois muitos homens na fase que estão utilizando os antidepressivos, em alguns casos, conseguem o controle ejaculatório, mas suspendendo a medicação após alguns meses de tratamento, todos os sintomas retornam rapidamente com a mesma intensidade. Em muitos casos os pacientes se queixam da diminuição da libido, dificultando a qualidade da ereção que são um dos efeitos colaterais desta medicação.

Durante a terapia sexual o homem aprende a trabalhar sua ansiedade, mitos, tabus e outras formas de pensamentos negativos que interferem na sua sexualidade.

Praticar formas de permanecer mais tempo em ereção, nos exercícios individuais e com a parceira na privacidade de sua residência.

Aprender a perceber os sinais do corpo nos momentos que antecedem a ejaculação.

Na terapia sexual utilizamos os recursos da terapia cognitivo-comportamental que intervém diretamente para modificar os obstáculos que interferem no bom desempenho sexual.

É adequado que o urologista encaminhe para a terapia sexual os clientes com queixa de dificuldades no controle ejaculatório, onde são trabalhados não apenas as questões sexuais do cliente, mas também a qualidade de vida do indivíduo como um todo.

O homem com dificuldade no controle ejaculatório não imagina que o mecanismo ejaculatório, também depende de um aprendizado.

O desconhecimento do processo da resposta sexual masculina dificulta seu desempenho sexual.

A dificuldade no controle ejaculatório pode manifestar-se ocasionalmente devido a falta de tempo, o estresse do cotidiano, portanto não seria representativo de um quadro de disfunção do controle ejaculatório. Para os homens que apresentam dificuldades no controle ejaculatório é importante ter em mente que existem formas de tratamento adequadas para esta disfunção.

O primeiro passo é procurar um urologista e posteriormente ser encaminhado para um trabalho terapêutico, preferencialmente um profissional com especialização em terapia sexual.

Semiramis Prado

 

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